O gradativo avanço do uso da Certificação Digital pelas empresas brasileiras, que este ano ganhou novo impulso com a obrigatoriedade para aquelas que contribuem para Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
É o que revela a entrevista da CDTV, do Portal Convergência Digital, com o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Renato Martini. "Do ponto de vista da pessoa jurídica é uma tecnologia consolidada.
A pessoa física é o grande desafio dos próximos anos. E o RIC pode ser o grande elemento catalisador de levar o Certificado Digital para o cidadão brasileiro. Mas é um projeto de uma complexidade gigantesca", diz ele.
Desde que foi criado o padrão ICP-Brasil, mais de 2 milhões de certificados digitais foram emitidos no país, sem contar aqueles oriundos de sistema proprietários. Esse número deve dobrar apenas em 2011, graças à exigência da Caixa Econômica Federal de que todas as empresas que contribuem para o FGTS passem a utilizar Certificados Digitais no sistema de chaves públicas brasileiro. Embora o prazo para isso, que se encerra no fim deste ano, deva ser estendido.
Só até outubro foram emitidos 1,2 milhão de certificados ICP-Brasil, com uma surpresa:
Naquele mês o Serpro superou a Certisign e se tornou a segunda maior entidade certificadora do país. "Isso está muito ligado ao papel dos Correios", explica Martini, referindo-se ao uso da ECT como emissor. Assim, em outubro, enquanto a Serasa se manteve como líder desse mercado, com 58 mil Certificados Digitais, o Serpro emitiu 52 mil e a Certisign 42 mil.
Fonte: Anoreg



